Um de nossos leitores mais assíduos, o senhor anônimo, nos enviou uma mensagem bastante emocionada e, por meio dela, coloca em xeque a utilidade do Blog Apontador. Ao questionar “quem no mundo liga para essa categoria que só produz coisas tristes?”, ele acerta, em cheio, a nossa linha de raciocínio. Também acreditamos que a produção de comunicação educacional não tem sido das melhores, e é exatamente por esse motivo que as pessoas deveriam se importar mais. Esta é a briga que compramos. A categoria que nosso prezado anônimo acusa de só produzir coisas tristes realmente deve repensar o modo com o qual vem trabalhando. Antes que seus clientes o façam.
Assim, para acabar com esse mal entendido, buscamos junto à Hoper Consultoria, a mais respeitada do Brasil no segmento, alguns dados que acabaram por comprovar a importância e a grandeza do mercado da comunicação educacional. Que por displicência de muitos, não vem recebendo a atenção que deveria.
De acordo com a Hoper:
- O mercado de comunicação educacional corresponde ao 8º mercado publicitário do Brasil, com um investimento, em 2006, e 0.8 bilhões de reais.
-O crescimento vertiginoso das instituições de ensino, característico da última década, não se repetirá. A demanda reprimida chegou ao fim e o modelo de crescimento propulsor da evolução desse ambiente de negócios exauriu-se nos principais mercados do país. A disputa por novos alunos tornou-se mais acirrada e o espaço para práticas de gestão amadoras terminou. O setor entrou em um período de profissionalismo e demandará fornecedores e parceiros comprometidos e – principalmente – especializados no problema, nas particularidades e idiossincrasias desse meio.
-As mídias e os Argumentos de Venda veiculadas por essas empresas continuam os mesmos dos tempos em que a “Oferta de Vagas” era menor que a “Demanda de Alunos”. Ineficazes para o contexto sócio-cultural dos tempos vigentes, e para responder as necessidades imperativas do ambiente de negócios no qual encontram-se inseridas. A médio prazo essa desqualificação da mensagem (que não adere valor a marca e gera resultados medíocres no curto prazo) pode levar à falência grande parte das instituições de ensino do país.
-O setor de ensino superior privado vive um período de desaceleração no crescimento da demanda. Para os próximos anos (de 2007 a 2010), projetamos uma redução ainda mais acentuada da demanda. A competição vem drenando as Instituições de Ensino Superior para uma perigosa concorrência por preços e conveniência. Perigosa pelo fato de muitas não terem feito importantes mudanças no seu composto de produtos e custos de forma a adequarem-se a esse posicionamento. Os preços são reajustados para baixo de acordo com os números de matrículas em Processos Seletivos, sem uma preparação e ajustes antecipados fundamentais para mudanças dessa dimensão.
Por essas e outras continuamos com a nossa luta diária. Por isso levantamos a bandeira da importância da segmentação do setor. Afinal, a especialização não só nos poupará de ver educação ser vendida no varejo como banana como evitará a falência de inúmeras instituições de respeito.
Confira o comentário do senhor anônimo:
“Este blog aqui é a coisa mais babaca que já se produziu na web. Um bando de gente sem referência, escrevendo sobre… propaganda de faculdade. Senhor! Quem no mundo liga para essa categoria que só produz coisas tristes?”