Tuesday, January 22, 2008

Mais uma da série: conheça o mercado para o qual anuncia…

Usar como mote “Seja superior” e ilustrar isso com uma foto tirada de baixo para cima que extrapola os limites do outdoor, para divulgar vestibular, é o mesmo que dizer: eu não conheço o mercado educacional. Tentaram contextualizar, preencher os espaços. Seria melhor divulgar apenas a data e o nome da instituição, ficaria menos forçado.

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Friday, July 20, 2007

Programa de crédito estudantil como ferramenta para conquistar e manter alunos

Atenta ao alto índice de abandono de cursos à inadimplência nas instituições de ensino brasileiras, a UNISUL deu um passo à frente das demais lançando o programa de crédito estudantil Pra Valer. Por meio de parceria com a Ideal Invest, os futuros e atuais alunos da universidade poderão financiar até 50% de seus estudos e aumentar os prazos de pagamentos.

A Ideal Invest atua exclusivamente na área educacional e é pioneira no desenvolvimento de soluções financeiras para o setor, funcionando como uma ponte entre investidores, instituições de ensino e estudantes.

Pesquisas apontaram as reais necessidades dos estudantes, e só assim foi possível a elaboração do projeto. O importante é que, nessa história, todos saem ganhando: a universidade, que atrai mais alunos, evita a evasão e a inadimplência; os estudantes que desafogam seu orçamento mensal; a empresa, que financia as mensalidades; e principalmente a sociedade, que por meio dessa ação assiste a uma democratização do ensino superior.

Detalhes sobre inscrições, prazos de pagamento e valores dos financiamentos estão no site www.creditopravaler.com.br.

 

alt : http://www.youtube.com/v/W6nFfhmW4SY

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Monday, June 25, 2007

Nadando em oceano azul

O economista Paulo Guedes, por meio de um artigo publicado pela revista Época, faz uma interessante reflexão sobre o setor educacional brasileiro.

Segundo ele, “o setor não escapará de sua reinvenção por estratégias de oceano azul.” Para W. Chan Kim e Renée Mauborgne, existem dois tipos de águas, os mares vermelhos que são banhados por sangue de disputas pelas fatias do mercado por meio de guerra de preços; e o oceano azul, que por meio do desenvolvimento de novos produtos, “torna o competidor irrelevate”, e atrai novos públicos.

Portanto, de acordo com esse raciocínio, a solução para a crise do setor está no desenvolvimento de estratégias apoiadas em novas tecnologias, o que seria “muito mais eficaz que a guerra de preços entre companhias semelhantes”.

O fato é que algumas instituições de ensino superior parecem ter assimilado que a guerra de preços os levará a um “banho de sangue”, e apostam em diferentes produtos para atraírem públicos dos mais diversos; como o caso do ensino a distância.

Confira o artigo:

O circo da inovação
O Cirque du Soleil, que acaba de estrear no Brasil, provoca interessantes reflexões sobre estratégias empresariais. “Em menos de 20 anos, o Cirque du Soleil obteve faturamento que o Ringling Bros e o Barnum & Bailey - os campeões globais da indústria circense - levaram mais de cem anos para atingir. O que torna ainda mais admirável essa rápida ascensão é que ela não foi obtida numa indústria atraente, e sim num setor em decadência, no qual as análises estratégicas tradicionais indicavam pequeno potencial de crescimento. As crianças hoje preferem videogame, e os adultos, formas alternativas de lazer”, afirmam W. Chan Kim e Renée Mauborgne, na obra A Estratégia do Oceano Azul: Como Criar Novos Mercados e Tornar a Concorrência Irrelevante, de 2005.

“A indústria circense sofria persistente declínio de audiência, de receita e de lucros, e havia também um sentimento crescente contra o uso de animais. O circo tornava-se completamente desinteressante”, dizem os autores. O Cirque du Soleil deixou de lado a competição tradicional. Recusou-se a perecer em versões de menor escala, com menores preços e franca decadência nas periferias das cidades. Criou, em vez disso, “um indisputável espaço novo que tornou os competidores irrelevantes”. Atraiu novo tipo de público, composto não apenas de crianças, mas de adultos e clientes corporativos, cobrando preço várias vezes maior que o do circo tradicional por uma experiência de entretenimento sem precedentes.

Para criar uma estratégia empresarial, segundo W. Chan Kim e Renée Mauborgne, podemos navegar em dois tipos de água. Há os mares vermelhos das sangrentas disputas de fatias de mercado em indústrias já estabelecidas, por meio de guerras de preço. E há oceanos azuis, que tornam o competidor irrelevante pela criação de novas indústrias e pela atração de novos públicos. O sucesso decorre da segunda opção. “Existem várias forças que tornam a busca de oceanos azuis um imperativo da estratégia empresarial. O avanço tecnológico acelerado permite um arranjo sem precedentes de produtos e serviços alternativos. E a globalização acelera essa tendência, pois as informações do mercado tornam-se instantaneamente disponíveis, homogeneizando produtos e serviços, aumentando a guerra de preços e encolhendo as margens de lucro. O mar vermelho torna-se cada vez mais sangrento pela batalha da redução de preços.”

É a destruição criadora de Joseph Schumpeter, exposta na obra Capitalismo, Socialismo e Democracia, de 1942: “A competição que conta é a do novo produto, da nova tecnologia, do novo tipo de organização empresarial. É a competição que atinge não apenas a produção e as margens de lucro das companhias existentes, mas principalmente seus alicerces e sua própria sobrevivência. Esse tipo de competição é muito mais eficaz que a guerra de preços entre companhias semelhantes”.

A globalização dos mercados e a revolução na tecnologia da informação deflagraram um processo schumpeteriano de destruição criadora nos últimos anos. A reestruturação e a consolidação dos setores industriais e de serviços tornam-se um fenômeno irreversível no mundo contemporâneo. A avalanche de fusões e aquisições reflete a busca simultânea da ampliação de mercados e redução de custos, e o maior grau de concentração dentro de setores específicos é o corolário da revolução tecnológica, pois “as atividades de logística, distribuição e gerenciamento beneficiam-se de custos crescentes quando apoiadas na tecnologia da informação”, segundo escreveram os economistas Carl Shapiro e Hal Varian, em A Informação Predomina, de 1998.

As novas condições de competição tornam irresistível uma reflexão sobre o setor educacional brasileiro. O ganha-pão dos trabalhadores modernos depende fundamentalmente da indústria da educação. É ela que fornece o equipamento básico exigido pela sociedade do conhecimento. Mas a regulamentação inadequada e os choques sistêmicos sucessivos criaram um mar vermelho em que se afogam as empresas educacionais públicas e privadas. O setor não escapará da consolidação em busca de custos decrescentes por economias de escala. Ou de sua reinvenção por estratégias de oceano azul.

 
PAULO GUEDES

pguedes@edglobo.com.br

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Thursday, May 31, 2007

Assimilação instantânea

Com exceção daqueles que respiram publicidade, ninguém pára o carro no meio de um trânsito caótico para ler e admirar um outdoor.

Por isso, as peças devem ser elaboradas para serem assimiladas em frações de segundo: as informações devem ser poucas, porém precisam ser impactantes. Seguem alguns exemplos de outdoors bem elaborados:

Nos anúncios da Sartre COC, e da Fundação Getúlio Vargas, frases criativas e apenas informações cruciais.

 

Já a Fumec foi direto ao ponto e escreveu sua chamada para o vestibular com letras formadas por pessoas.

 

A estética, quando bem explorada, prende a atenção; mas não compete com as informações cruciais.

 

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Saturday, May 19, 2007

O exemplo de Maria

Quem disse que a classe E não pode estudar? Quem disse que educação a distância não funciona? Quem disse que instituição privada não faz transformação social?

Quem disse isso está redondamente enganado. E para provar, a Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia (FTC EAD) divulgou um vídeo emocionante, no qual Maria Amália, estudante da FTC EAD, conta o sofrido caminho que ela percorreu para alcançar seu sonho, desde aprender a ler até chegar ao magistério.

Confira o vídeo:


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Wednesday, May 16, 2007

Convencer para sobreviver

A Napier University, ao divulgar seu curso de Publicidade e Propaganda, vai direto ao ponto. E com apenas duas frases resume o colossal desafio que os publicitários enfrentam em seu dia-a-dia para convencer o público. Com originalidade, conseguiram transmitir que criatividade é primordial para quem quer ingressar no mundo da publicidade. E isso provaram que têm.

Seguem as peças:

 

Esse homem fumou 40 cigarros por dia, todos os dias por 28 anos.
Você tem 30 segundos para fazê-lo parar.

 

Ela usa Ariel, a mãe dela usa Ariel, a mãe da mãe dela usa Ariel.
Você tem menos que 10 palavras para fazê-la mudar para Persil.

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Monday, May 14, 2007

Campanhas de EADs acompanham crescimento do setor

Que as instituições de ensino a distância crescem vertiginosamente no Brasil todos já sabem, mas o crescimento de 91%, de 2005 a 2006, apontado pelo Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (Abraead/2007), é de assustar.

Há poucos anos, quase ninguém acreditava que o ensino a distância tomaria as proporções que hoje alcançaram. Agora existem desde graduação, pós-graduação, MBA, entre outros. As campanhas de publicidade de EAD, cada vez mais freqüentes, crescem na mesma proporção que os seus cursos explodem no mercado.

Seguem duas campanhas de EAD, uma nacional e uma referência internacional.

A Educon lança seu vestibular e deixa espaço para os parceiros inserirem sua parte.

 

alt : http://www.youtube.com/v/nJhswCRw9DQ

VT muito bom da University of Phoenix, com o conceito de que as pessoas estão em constante movimento, e a Universidade deve seguir seus alunos onde eles estão.

 

alt : http://www.youtube.com/v/a30KLAxlaf8

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Thursday, May 10, 2007

E por falar em concorrência estrangeira…

Uma vez que as universidades estrangeiras se tornaram assumidamente concorrentes das brasileiras, nada melhor que observarmos como algumas delas produzem suas propagandas na hora de conquistar novos alunos.
Abaixo, três excelentes comerciais que ilustram a qualidade da propaganda educacional produzida pelo mundo.

A escola de teatro Reduta de Berlim lembra a importância de atuar.

alt : http://www.youtube.com/v/Bxx92kD6sos


A William Paterson University ressalta as qualidades e os cursos oferecidos pela instituição.

alt : http://www.youtube.com/v/2qAxDnVZqWo


AD Council, por meio de uma campanha de utilidade pública, promove a valorização do ensino superior. Segundo dados divulgados pelo comercial, “quem larga a faculdade ganha 42% a menos de quem se gradua”, e conclui: “fique na escola, dê essa chance a você mesmo”.

alt : http://www.youtube.com/v/6fHoI61YCKc

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Concorrência pesada

Como se não bastasse a pesada concorrência entre as universidades brasileiras, as maiores instituições de ensino superior estrangeiras vêm ao nosso país de olho nos estudantes daqui.

O consulado australiano abriu, em 2005, um escritório no Brasil em busca de novos alunos. Depois disso, o número de universitários quase duplicou, chegando a 7 mil brasileiros.

No ano passado, a Harvard abriu um escritório em São Paulo para “estreitar laços entre alunos e pesquisadores dos Estados Unidos e do Brasil”. Agora é a vez da gigante Yale, que afirma estar “à procura dos melhores e mais brilhantes estudantes que o país tem a oferecer”. A primeira “Semana de Yale no Brasil” ocorrerá de 28 de maio até 3 de junho, em São Paulo.

Mas se para as instituições brasileiras esse é um assunto delicado, para o país é algo interessante, pois de acordo com o coordenador de assuntos internacionais, João Aleixo, da gigante norte americana Yale, “a empresa está interessada em formar líderes brasileiros que voltem ao seu país capazes de implementar mudanças”, para melhor, espero.

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