A linha criativa que a Faculdade IESP seguiu para divulgar seu vestibular de inverno, apesar de um pouco batida, foi bem bolada. Não só pelo jogo de câmera dinâmico, mas, principalmente, por transmitir um conceito bacana sem prometer nada.
Depois que inventaram o termo “vagas remanescentes” ninguém mais teve vergonha de anunciar um novo processo seletivo para tentar preencher as vagas que sobraram.
O IESP encontrou uma maneira descontraída para passar o recado. Apelaram para o coração sofrido de quem fez a prova e não passou. Assim, de certo modo camuflaram o buraco e prepararam a armadilha na tentativa de pegar algum “coelho”.
A Iesp Faculdades lançou mão de uma campanha cuja direção de arte ficou muito legal e o conceito bastante engraçadinho. Apoiaram o seu mote no ritual de passagem, comum em muitas sociedades, comparando o de uma tribo africana, que lançavam seus jovens à savana para que voltassem com um leão, enquanto os jovens de hoje “só precisam perder a juba”. Para mim, isso soa, mesmo que em menor proporção, como a lógica “hollywoodiana” de produção: mais estética, menos conteúdo. E o diferencial da instituição? Porque alguém deveria estudar lá? Motivos devem até existir, só não pesquisaram.